Comprometimento de renda
Informe sua renda mensal, o que você já paga por mês em dívidas e a parcela que está considerando, e veja que parte da renda elas levam. Os níveis citados para o seu país aparecem ao lado como referência, nunca como regra.
O que você ganha e paga
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A parcela que você está considerando
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- Com a parcela nova de R$ 700,00, seus pagamentos de dívida passam de 18,00% para 32,00% da renda.
- Isso está acima dos 30% citados como referência.
- Ficar na referência deixa espaço para mais uma parcela de até R$ 600,00, além dos pagamentos que você já tem.
Como funciona o comprometimento de renda
O que a página calcula
Ela divide o que você paga por mês em dívidas pela sua renda mensal e mostra o resultado em percentual: é o comprometimento de renda. Se você informa uma parcela nova, mostra o percentual de hoje e o de depois dela, o que sobra da renda e a maior parcela nova que ainda cabe dentro da referência do país. Ao lado, diz qual nível as fontes do país citam e de onde ele vem. A página descreve; não diz se um crédito será aprovado nem se você deve contratá-lo.
O que você informa
- A renda mensal: a que o nível do país mede. No Brasil e nos Estados Unidos as fontes falam em renda bruta, antes de impostos e descontos; a tela pede exatamente a que o país usa e diz qual é.
- Outros pagamentos de dívida por mês: parcelas, mínimos de cartão e outros empréstimos que você já paga.
- A parcela nova (opcional): a que você está pensando em assumir, além das outras.
- Os contratos salvos: quem tem conta pode somar a próxima parcela de cada contrato salvo, na mesma moeda.
Como a conta é feita
O comprometimento é o total pago por mês dividido pela renda. Com a parcela nova, ela entra no total uma vez e a divisão se refaz. O que sobra é a renda menos esse total: ainda não saíram aluguel, comida nem nenhuma outra despesa. A maior parcela que cabe é a renda vezes o nível de referência, menos o que você já paga, cortada ao centavo para baixo: somar exatamente esse valor deixa a participação no nível, e um centavo a mais passa dele. A comparação usa os valores exatos e não o percentual arredondado: estar exatamente no nível conta como dentro, e um centavo acima conta como acima.
Um exemplo com números
Renda bruta de R$ 5.000,00, R$ 900,00 já pagos por mês em dívidas e uma parcela nova de R$ 700,00, no Brasil, onde a referência citada é de até 30% da renda bruta.
| Medida | Hoje | Com a parcela nova |
|---|---|---|
| Pagamentos por mês | R$ 900,00 | R$ 1.600,00 |
| Parte da renda | 18,00% | 32,00% |
| Sobra da renda | R$ 4.100,00 | R$ 3.400,00 |
| Frente à referência de 30% | dentro | acima |
30% de R$ 5.000,00 são R$ 1.500,00. Como já saem R$ 900,00, a maior parcela nova que mantém tudo dentro da referência é de R$ 600,00; com os R$ 700,00 considerados, a participação passa de 30% e chega a 32%. Nos Estados Unidos, com US$ 5.000,00 de renda bruta e US$ 2.300,00 de pagamentos por mês, a participação é de 46,00%: acima da referência de 36% e também do nível de 43% que a fonte menciona, sem espaço para outra parcela. Na Espanha, com € 3.000,00 de renda bruta, 40% são € 1.200,00: com pagamentos de € 1.200,00 a participação está exatamente em 40,00%, no nível que a estatística do Banco de España usa, e com € 1.260,00 passa a 42,00%.
De onde vêm os níveis
Nenhum deles é regra. No Brasil o nível é prática de mercado: bancos e portais de crédito dizem que costumam aceitar parcela de até cerca de 30% da renda bruta, e não há norma nem página oficial. Nos Estados Unidos é uma orientação ao consumidor: a ferramenta de dívida sobre renda da CFPB cita 36% ou menos da renda bruta para quem tem casa e diz que alguns credores vão a 43% ou mais. Na Espanha é uma estatística: o Banco de España conta as famílias endividadas cujos pagamentos passam de 40% da renda bruta, sem recomendar um limite. A página mostra a fonte ao lado do resultado, e um país sem nível recebe só a participação e o que sobra.
Erros a evitar
- Digitar a renda líquida onde o nível foi medido sobre a bruta, ou o contrário: os percentuais deixam de ser comparáveis.
- Esquecer um pagamento: o mínimo do cartão, a parcela do carro e o empréstimo do trabalho contam todos.
- Tratar o nível como limite: ele é o que uma fonte cita, e quem concede crédito olha muito mais que esta divisão.
- Contar como fixa uma renda que varia: use a de um mês típico, e quanto mais baixa a estimativa, mais cautelosa a conta.
- Somar contratos de moedas diferentes: a página os deixa de fora e diz quantos.
O que a página não cobre
Ela não vê aluguel, condomínio, comida, saúde nem nenhum outro gasto: só o que você informa como pagamento de dívida. Não acompanha uma parcela que muda ao longo do tempo (num contrato SAC, a Simulação usa a maior, a primeira) nem a renda de mais de uma pessoa, a menos que você a some. O que você digita não é enviado nem guardado: fica na página e some ao recarregar. É uma conta com as hipóteses que ela declara, não uma recomendação.
Para onde ir depois
O guia sobre o comprometimento de renda explica de onde vêm esses níveis e o que o indicador do Banco Central mostra. A página do plano de saída põe as dívidas em ordem quando há mais de uma, e a de conferência de contrato mostra a taxa real do que está sendo oferecido. A página de metodologia descreve como os cálculos são feitos.