À vista ou parcelado?
A loja oferece desconto para pagar agora, ou a mesma compra parcelada "sem juros". Informe os dois preços e veja os juros que o parcelado esconde, e como as duas formas se comparam quando o seu dinheiro rende algo enquanto isso.
A compra
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O seu dinheiro enquanto isso
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- O parcelamento em 10x embute 1,96% de juros ao mês em relação ao preço à vista.
- Juntas, as parcelas somam R$ 2.000,00: R$ 200,00 a mais que o preço à vista, ou seja, 11,1% a mais.
Como funciona a comparação entre pagar à vista e parcelar
O que a página compara
Quando uma loja oferece um preço para pagar agora e outro, maior, dividido em parcelas "sem juros", a diferença entre os dois é um juro que o preço escondeu. A página faz duas contas com esse par de preços. A primeira descobre a taxa que o parcelado embute, como se a diferença fosse um empréstimo que a loja lhe faz. A segunda pergunta o que aconteceria com o seu dinheiro se, em vez de pagar à vista, você o deixasse aplicado e pagasse cada parcela no dia dela. Juntas, as duas contas dizem qual das formas custa menos, em reais de hoje.
O que você informa
- O preço à vista, já com o desconto, e a entrada, se houver. A entrada é o que se paga hoje além das parcelas: se a primeira parcela é paga na hora da compra, informe-a como entrada e conte só as demais.
- O número de parcelas e o valor de cada uma. A conta supõe que elas vencem de mês em mês, a primeira daqui a um mês.
- Como o seu dinheiro renderia enquanto isso: uma taxa prefixada, um percentual de um índice (como 100% do CDI) ou um índice mais juros, o tipo de produto quando o país tem uma lista e se o rendimento é tributado ou isento. Se o índice não tem cotação, o campo fica vazio e a página diz que não há comparação, em vez de comparar com um número que ninguém calculou.
Como a conta é feita
A taxa embutida é a da página de conferência de contrato lida de trás para frente: o valor financiado é o preço à vista menos a entrada, e a taxa é a que faz parcelas iguais pagarem exatamente esse valor, mês a mês, com juros compostos. Dividir a diferença pelo preço e pelo número de parcelas daria um número menor, porque a cada parcela paga o saldo cai e os juros incidem sobre um valor cada vez menor.
Para o rendimento, a página calcula quanto você precisa guardar hoje para pagar cada parcela no dia dela. O investimento rende, o imposto sobre o rendimento sai da tabela do país, a mesma da página de investimentos, e o que sobra tem de valer a parcela. Como o imposto cai com o prazo, cada parcela tem o seu: no Brasil são 22,5% até 180 dias e 20% de 181 a 360 dias, então as primeiras parcelas pagam mais imposto que as últimas, e a página não usa um prazo médio para todas. A soma desses valores, mais a entrada, é o custo do parcelado em dinheiro de hoje, e é ele que se compara com o preço à vista.
Um exemplo com números
Um produto custa R$ 1.800,00 à vista ou 10 parcelas de R$ 200,00, que somam R$ 2.000,00: 10% de desconto à vista. O dinheiro está num depósito prefixado de 12% ao ano, tributado.
| Medida | Resultado |
|---|---|
| Total das parcelas | R$ 2.000,00 |
| Diferença para o preço à vista | R$ 200,00 |
| Taxa embutida no parcelado | 1,96% ao mês (26,27% ao ano) |
| Rendimento líquido do dinheiro em 10 meses | 9,58% ao ano |
| Custo do parcelado em valores de hoje | R$ 1.919,22 |
| Quanto o à vista custa a menos | R$ 119,22 |
| Preço à vista que empata | R$ 1.919,22 (desconto de 4,04%) |
Pagar à vista custa R$ 119,22 a menos porque o parcelado embute 1,96% ao mês e o dinheiro, depois do imposto, rende bem menos que isso. Com um desconto menor a resposta muda: a R$ 1.950,00 à vista, 2,5% de desconto, a taxa embutida cai para 0,46% ao mês, abaixo do que o dinheiro rende, e o parcelado custa R$ 30,78 a menos. O ponto de virada é o preço de R$ 1.919,22, um desconto de 4,04% sobre o total parcelado: acima disso o à vista custa menos, abaixo o parcelado. Se o mesmo dinheiro estivesse num investimento isento de 12% ao ano, o custo do parcelado cairia para R$ 1.899,47 e o ponto de virada subiria para 5,03%: quanto mais o dinheiro rende, maior precisa ser o desconto à vista.
Erros a evitar
- Olhar só o desconto em porcentagem. Dez por cento de desconto parece pouco ao lado de uma aplicação de 12% ao ano, mas é pago em dez meses, e a taxa embutida é a que vale comparar com o rendimento.
- Contar o rendimento bruto. O imposto reduz o que o dinheiro rende, e é o rendimento líquido que paga as parcelas.
- Informar um rendimento que o seu dinheiro não tem. A conta vale para a taxa que você digitou: com o dinheiro parado, a taxa é zero e o parcelado custa o total das parcelas.
- Esquecer a entrada ou a primeira parcela paga na hora. Elas não rendem nada e entram no custo do parcelado como estão.
- Comparar com o dinheiro que você não tem. Se o pagamento à vista exigiria um empréstimo, a comparação é entre a taxa embutida e a taxa desse empréstimo.
O que a página não cobre
A página não modela o risco do investimento nem o prazo de resgate, o limite do cartão, pontos, cashback, o preço que muda conforme a forma de pagamento nem juros por atraso. A taxa de rendimento é a de hoje e a conta a mantém até a última parcela: um CDI que se move no meio do parcelamento muda a resposta. Fora do Brasil a página não tem tabela de imposto sobre rendimento, então a taxa digitada vale como está e deve ser informada já líquida. É uma conta com as hipóteses que ela declara, não uma recomendação.
Para onde ir depois
O guia sobre à vista ou parcelado explica por que "sem juros" quase sempre tem juros escondidos, e o guia sobre o custo efetivo total mostra como a taxa de uma oferta se compara com a de outra. Se o dinheiro for decidir entre uma dívida e um investimento, use a página quitar ou investir; a página de metodologia descreve como os cálculos são feitos.