Glossário

As palavras por trás dos números: o que cada termo quer dizer, em linguagem simples, e onde vê-lo nas ferramentas. Escolha um termo no índice para ir direto até ele.

Amortização

A parte de cada parcela que devolve o valor emprestado, e não os juros. Amortizar também quer dizer pagar a mais do que a parcela para reduzir o saldo antes do prazo: como os juros incidem sobre o saldo, quanto antes ele cai, menos juros se pagam.

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Carência

Período no começo do contrato em que você não devolve o valor emprestado. Durante a carência, os juros podem ser pagos mês a mês ou somados ao saldo devedor, o que se chama capitalizar; no segundo caso a dívida cresce e as parcelas seguintes ficam maiores. O contrato diz qual das duas formas vale.

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CDI (Certificado de Depósito Interbancário)

Taxa média dos empréstimos de um dia que os bancos fazem entre si. Acompanha de perto a Selic e é a principal referência da renda fixa no Brasil: um investimento pode pagar o CDI inteiro ou uma porcentagem dele, e um empréstimo também pode usá-lo como referência.

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CET (custo efetivo total)

O custo efetivo total (CET) reúne, numa só taxa anual, tudo o que o empréstimo custa: os juros, as tarifas, os seguros e os impostos do contrato. É por isso que costuma ser maior que a taxa de juros anunciada. Comparar dois contratos pelo CET, e não só pela taxa, mostra qual deles custa mais de fato.

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Crédito rotativo

O crédito do cartão que financia, automaticamente, o que sobra da fatura quando ela não é paga por inteiro. Não tem parcelas fixas nem prazo definido: o saldo passa de um mês para o outro com novos juros. O cheque especial funciona de modo parecido.

Desconto real (haircut)

Numa renegociação de dívida, o desconto que a proposta realmente dá sobre o valor devido já atualizado com a multa e os juros de mora. Uma proposta pode parecer menor que a dívida original e, mesmo assim, não ter desconto nenhum, porque a dívida cresceu com o atraso. O haircut mede quanto da dívida atualizada é de fato perdoado.

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Euribor (taxa interbancária do euro)

Euro Interbank Offered Rate: conjunto de taxas de referência para empréstimos entre bancos da zona do euro, administrado pelo European Money Markets Institute (EMMI). Muitos financiamentos imobiliários de juros variáveis na Espanha e em outros países europeus são atrelados a ele, e por isso as parcelas mudam quando ele muda.

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IOF (imposto sobre operações financeiras)

Imposto federal que incide sobre operações de crédito, câmbio, seguros e títulos, cobrado quando o dinheiro é liberado. Nas simulações, o Finasst o estima pelas alíquotas em vigor no dia e pode somá-lo ao valor financiado ou descontá-lo do que chega à sua conta. O que vale é o valor do seu contrato.

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IPCA (índice de inflação)

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, calculado pelo IBGE e usado como a medida oficial da inflação no Brasil. Alguns investimentos e contratos o usam para corrigir valores: um título que paga IPCA mais uma taxa busca manter o poder de compra e ainda render a taxa combinada por cima.

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Juros de mora

Juros cobrados por cada dia de atraso no pagamento de uma parcela, contados a partir do vencimento. Somam-se à multa, que é cobrada uma vez só. No Finasst, são calculados como juros simples sobre o valor da parcela, dia a dia: quanto mais dias, mais juros.

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Multa por atraso

Valor cobrado uma única vez quando uma parcela é paga depois do vencimento, em geral uma porcentagem do valor em atraso. Diferente dos juros de mora, a multa não cresce com os dias. As porcentagens e os limites dependem do tipo de contrato e do país, e o contrato diz qual vale.

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Portabilidade de crédito

Transferir uma dívida de uma instituição financeira para outra, em geral para mudar as condições do contrato, como a taxa ou o prazo. A nova instituição quita o contrato antigo e passa a ser a credora. Para comparar, é preciso conhecer o saldo devedor, a taxa atual e os custos da mudança.

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Prejuízo (no SCR)

Nome dado ao crédito que a instituição financeira já lançou como perda, por considerar improvável recebê-lo. Lançar como prejuízo é uma decisão contábil da instituição: isso, por si só, não quer dizer que a dívida deixou de existir. É um dos tipos de registro que podem aparecer no relatório do SCR.

Saldo devedor

Quanto do valor emprestado você ainda deve, sem contar os juros das parcelas futuras. Cada parcela paga o reduz pela parte que amortiza, e os juros do mês incidem sobre ele. É o ponto de partida para calcular quanto custaria quitar a dívida na data do próximo vencimento.

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SCR e Registrato

O SCR, Sistema de Informações de Crédito, é a base do Banco Central com as operações de crédito de cada pessoa no sistema financeiro. O Registrato é o serviço do Banco Central em que a própria pessoa consulta seus dados e pode obter o relatório do SCR. O relatório é pessoal e mostra quanto se deve e a quais instituições.

Sistema PRICE

Sistema de amortização em que todas as parcelas têm o mesmo valor do começo ao fim. No início, a maior parte de cada parcela é juros e o saldo devedor cai devagar; com o tempo, cresce a parte que amortiza. A primeira parcela costuma ser menor que a do SAC, e o total de juros, maior.

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Sistema SAC

Sistema de amortização em que cada parcela devolve a mesma parte do valor emprestado e os juros incidem sobre o saldo que resta. Por isso a primeira parcela é a maior e as seguintes diminuem. O total de juros costuma ser menor que no PRICE, mas o começo pesa mais no orçamento do mês.

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SOFR (taxa de referência dos EUA)

Secured Overnight Financing Rate: taxa de referência para empréstimos em dólar nos Estados Unidos, publicada pelo Federal Reserve Bank de Nova York. Baseia-se em empréstimos de um dia garantidos por títulos do Tesouro americano, e muitos contratos e investimentos em dólar se referem a ela.

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Taxa Selic

A taxa básica de juros da economia brasileira, definida periodicamente pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central. Serve de base para as demais taxas: quando ela sobe, os juros do crédito tendem a subir, e o rendimento da renda fixa também.

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TR (Taxa Referencial)

Índice calculado e divulgado pelo Banco Central, usado para corrigir alguns contratos, como parte dos financiamentos imobiliários, e a poupança. Quando o contrato diz taxa de juros mais TR, o saldo devedor também é atualizado pela TR, e por isso a parcela pode mudar com o tempo. O simulador do Finasst trabalha com taxa fixa, então um contrato indexado fica fora do seu cálculo exato.

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