Quitar a dívida ou investir?

Compare o que o seu dinheiro economiza se for para a dívida com o que rende se for investido, já descontado o imposto.

A dívida

País

R$

Saldo devedor
Base da taxa

%

Taxa da dívida ao mês (%)
Use o custo efetivo total (CET) do contrato. A taxa nominal deixa os encargos de fora e faz a dívida parecer mais barata do que é.

O dinheiro

R$

Valor disponível
Por quanto tempo (meses)
Use quantas parcelas ainda faltam. A conta supõe que a taxa da dívida vale por todo esse prazo.

Se você investir

Tipo de produto
Preenche como é tributado, se o FGC cobre e qual índice segue. Você pode mudar abaixo.
Rende

%

Taxa
Por exemplo, 12 para 12% ao ano.
Imposto

Amortizar a dívida vence — À frente por R$ 966,18
Em 12 meses
A dívida custa 19,56% R$ 1.956,18
O seu investimento rende 9,90% R$ 990,00
A conta supõe que a taxa da dívida vale por todo o prazo e que o dinheiro não vai fazer falta antes dele. Uma reserva de emergência fica fora dela: compare só o que sobra.
Estimativa. Esta comparação ordena as ofertas que você informou pelo rendimento projetado após impostos. Não é recomendação de investimento, não é consultoria e não é oferta de nenhum produto. Rendimentos projetados não garantem rendimentos futuros. Leia o aviso legal completo.

Como funciona a comparação entre quitar a dívida e investir

Atualizado em 31 de outubro de 2026

O que a página compara

Quando sobra dinheiro e há uma dívida em aberto, as duas opções parecem diferentes, mas medem a mesma coisa: quanto o dinheiro rende por ano. Pôr o dinheiro na dívida rende a taxa da dívida, e livre de imposto, porque juro que você deixa de pagar não é renda. Investir rende a taxa do investimento, mas só o que sobra depois do imposto de renda conta. A página coloca as duas taxas lado a lado e mostra, em reais, quanto cada escolha deixa no seu bolso no prazo que você definir.

O que você informa

  • O saldo da dívida e a taxa dela. Use o custo efetivo total (CET) do contrato, ao mês ou ao ano. A taxa nominal deixa os encargos de fora e faz a dívida parecer mais barata do que é, por isso a página só aceita taxas efetivas.
  • O valor disponível e o prazo da comparação, em meses. Use quantas parcelas ainda faltam, porque a conta supõe que a taxa da dívida vale por todo esse período.
  • Como o investimento rende: a taxa prefixada, um percentual de um índice (como 110% do CDI) ou um índice mais juros, o tipo de produto quando o país tem uma lista, e se o rendimento é tributado ou isento. O nível do índice vem da última cotação que o sistema tem e pode ser alterado. Sem cotação, o campo fica vazio e a página diz que a taxa é desconhecida, em vez de comparar a dívida com um número que ninguém calculou.

Como a conta é feita

A taxa anual da dívida é convertida em taxa mensal e composta pelos meses do prazo: o que você deixa de pagar de juros é o valor posto na dívida vezes esse fator menos um. O investimento é projetado pelos dias em que o dinheiro fica aplicado, e o imposto sai da tabela do país, a mesma da página de investimentos. Para uma aplicação tributada de um ano, o Brasil cobra 17,5% de imposto de renda sobre o rendimento. Se o dinheiro for maior que o saldo da dívida, só o saldo entra na comparação, e a sobra, que só pode ser investida, aparece separada.

Um exemplo com números

Uma dívida de R$ 10.000,00 a 1,5% ao mês, o que dá 19,56% ao ano, comparada por 12 meses com os mesmos R$ 10.000,00 num depósito prefixado de 12% ao ano, tributado:

MedidaQuitar a dívidaInvestir
Taxa ao ano19,56%12,00% bruta
Juros evitados ou rendimento brutoR$ 1.956,18R$ 1.200,00
Imposto de rendaR$ 0,00R$ 210,00
Ganho no bolsoR$ 1.956,18R$ 990,00
Taxa líquida ao ano19,56%9,90%

Quitar vence por R$ 966,18. Com uma dívida barata a resposta se inverte: a 0,5% ao mês, ou 6,17% ao ano, os mesmos R$ 10.000,00 deixam de pagar R$ 616,78 de juros em 12 meses, enquanto uma LCI isenta de 10,80% ao ano rende R$ 1.080,00, e investir vence por R$ 463,22. A regra que sai dos dois casos é simples: quando a taxa da dívida passa do retorno líquido do investimento, quitar vence.

Erros a evitar

  • Comparar a taxa nominal da dívida com o retorno líquido do investimento. Compare sempre taxas do mesmo tipo: efetiva com efetiva, depois do imposto.
  • Esquecer os encargos. Tarifas, seguro e IOF entram no CET, não na taxa de juros que o contrato destaca.
  • Contar dinheiro de que você pode precisar. Uma reserva de emergência fica fora desta conta: se ela for usada para quitar e a necessidade aparecer, a dívida volta, e mais cara.
  • Tomar a projeção como promessa. Um investimento indexado depende do índice, que se move.
  • Usar um prazo maior que o da dívida. Se faltam seis parcelas, compare por seis meses.

O que a página não cobre

A comparação não diz se é melhor reduzir o prazo ou a parcela ao amortizar, o que a simulação com amortização extra mostra, não modela risco de mercado nem carência de resgate, e não conhece a sua situação tributária além das tabelas do país. É uma conta com as hipóteses que ela declara, não uma recomendação.

Para onde ir depois

O guia sobre quitar a dívida ou investir explica por que a resposta muitas vezes favorece quitar uma dívida cara, e o guia sobre o custo efetivo total mostra como chegar ao número certo do seu contrato. Para ver quanto a amortização extra economiza no seu cronograma, use a simulação; a página de metodologia descreve como os cálculos são feitos.