Plano de saída das dívidas
Com várias dívidas, a ordem em que você paga muda quanto de juros paga no total e quando fica livre. Informe o que deve e quanto pode somar por mês, e veja a avalanche (maior taxa primeiro) e a bola de neve (menor saldo primeiro) lado a lado.
O que você pode pagar
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Suas dívidas
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Ordem de quitação
| Ordem | Avalanche | Bola de neve |
|---|---|---|
| 1 | Cartão de crédito · mês 7 | Empréstimo pessoal · mês 3 |
| 2 | Empréstimo pessoal · mês 9 | Cartão de crédito · mês 8 |
| 3 | Financiamento do carro · mês 12 | Financiamento do carro · mês 13 |
Total devido ao longo do tempo
- Com R$ 500,00 a mais por mês, você quita todas as dívidas em 12 meses, 12 meses antes do que pagando só as parcelas.
- Os juros somam R$ 6.255,08 no plano, contra R$ 12.065,28 pagando só as parcelas: R$ 5.810,20 a menos.
Como funciona o plano de saída das dívidas
O que a página compara
Quando há várias dívidas e sobra um valor por mês, a pergunta deixa de ser só "quanto pagar" e passa a ser "em qual dívida pôr o dinheiro". A página paga as suas dívidas, mês a mês, de três jeitos e os põe lado a lado: só as parcelas, em que cada dívida segue o próprio contrato; a avalanche, em que tudo o que sobra vai primeiro para a dívida de maior taxa; e a bola de neve, em que vai primeiro para a de menor saldo. Para cada jeito ela diz em que mês você fica livre, quanto pagou de juros e em que ordem as dívidas acabaram.
O que você informa
- O extra por mês: o que você consegue somar, todo mês, ao que as dívidas já pedem. Pode ser zero: ainda assim o plano passa para a dívida seguinte o que cada dívida quitada levava.
- Cada dívida: o saldo, a taxa efetiva ao mês, com tudo contado, o tipo e o pagamento. Um empréstimo ou financiamento tem parcela fixa; um rotativo de cartão tem só um mínimo, que pode ser menor que os juros do mês.
- As dívidas salvas: quem tem conta pode trazer as que já salvou em Minhas dívidas, com a taxa e a parcela do contrato. Entram as que ainda são um empréstimo simples; as que têm carência pela frente ficam de fora, com a razão dita.
Como a conta é feita
Em cada mês, os juros de uma dívida são o saldo vezes a taxa, arredondados ao centavo. Cada dívida recebe o que pede, a parcela ou o mínimo, ou o que faltar para quitá-la. O resto do dinheiro, que é o extra mais o que as dívidas já quitadas levavam, vai para a dívida que a estratégia manda: a de maior taxa na avalanche, a de menor saldo na bola de neve. Quando uma dívida acaba, o que ela levava continua sendo pago e passa para a seguinte. É isso, e só isso, que as duas estratégias fazem: o dinheiro é o mesmo, muda onde ele cai. Para uma dívida só, com parcela fixa ou decrescente, o resultado é o do motor de amortização com pagamento extra, ao centavo.
Um exemplo com números
Três dívidas: um cartão rotativo de R$ 6.000,00 a 12% ao mês, com mínimo de R$ 900,00; um empréstimo pessoal de R$ 2.000,00 a 1,5% ao mês, com parcela de R$ 250,00; e um financiamento de carro de R$ 15.000,00 a 2,5% ao mês, com parcela de R$ 838,69. Elas somam R$ 23.000,00, as parcelas pedem R$ 1.988,69 por mês, e há R$ 500,00 a mais, o que dá R$ 2.488,69.
| Medida | Só as parcelas | Avalanche | Bola de neve |
|---|---|---|---|
| Livre em | 24 meses | 12 meses | 13 meses |
| Juros no total | R$ 12.065,28 | R$ 6.255,08 | R$ 7.168,45 |
| Primeira dívida quitada | Empréstimo, mês 9 | Cartão, mês 7 | Empréstimo, mês 3 |
A avalanche paga R$ 913,37 a menos de juros que a bola de neve e termina um mês antes; contra pagar só as parcelas, economiza R$ 5.810,20 de juros e termina 12 meses antes. A bola de neve, por outro lado, livra a primeira dívida no mês 3, e a avalanche, no mês 7. A página mostra as duas, e não diz qual escolher. Mesmo sem nenhum extra, passar para a seguinte o que cada dívida quitada levava já encurta o plano para 18 meses e R$ 10.916,27 de juros, R$ 1.149,01 a menos que as parcelas sozinhas. Com R$ 1.500,00 a mais as duas estratégias terminam em 8 meses, e a diferença entre elas cai para R$ 605,60.
O cartão do exemplo cobra R$ 720,00 de juros no primeiro mês, 12% de R$ 6.000,00. Se o mínimo fosse R$ 600,00, menos que os juros, pagar só as parcelas faria o cartão crescer sem nunca terminar. Com R$ 500,00 a mais, a avalanche termina em 15 meses, com R$ 8.249,65 de juros, e a bola de neve, em 15 meses, com R$ 9.559,65.
Erros a evitar
- Usar a taxa nominal, ou a do contrato sem os encargos. A taxa que vale é a efetiva ao mês, com tudo contado; a página de conferência de contrato a descobre a partir do que o contrato mostra.
- Esquecer que o mínimo de um rotativo pode ficar abaixo dos juros: a dívida cresce em vez de cair, e nenhum extra pequeno muda isso.
- Contar com um extra que não existe todo mês. O plano supõe o mesmo valor até o fim.
- Pôr toda a sobra nas dívidas e ficar sem reserva. Uma reserva de emergência fica fora desta conta; a página quitar ou investir compara o que o dinheiro economiza numa dívida com o que rende.
- Ignorar o desconto por quitar antes. Um contrato pode abater os juros futuros, o que a página de pagar adiantado calcula e este plano não.
O que a página não cobre
A página não modela encargos mensais dentro da parcela (seguro, tarifa), multa e mora de atraso, taxa que muda no meio do caminho, desconto por quitação antecipada, nem a troca de várias dívidas por um empréstimo só. A lei limita o que o rotativo pode cobrar no total, e a calculadora não aplica esse limite: usa a taxa que você informou. As dívidas que você digita não são enviadas nem guardadas: ficam na página e somem com ela. É uma conta com as hipóteses que ela declara, não uma recomendação.
Para onde ir depois
O guia sobre o plano de saída detalha a avalanche, a bola de neve e o que muda quando o mínimo do cartão não cobre os juros, e o guia sobre o custo efetivo total explica a taxa que vale comparar. A página de metodologia descreve como os cálculos são feitos.